Sentir medo é mais comum do que muita gente admite.
Aliás, ele aparece em várias situações: medo de se expor, de prosperar, de dar certo, de fracassar, de ser rejeitado, de amar e ser amado, de receber críticas, de perder o emprego, de vender, de tentar e não funcionar…
Ou seja, a lista é grande.
Você sente medo?
Se a resposta for sim, isso é um ótimo sinal.
Afinal, quando você assume o que sente, você ganha consciência e consciência é o primeiro passo para mudar qualquer padrão.
Por outro lado, o problema não é sentir medo. O problema é deixar o medo dominar suas decisões.
Nesse caso, ele vira trava: você adia, evita, racionaliza, se esconde e fica esperando “a hora certa”.
No entanto, na prática, as coisas só mudam quando você se mexe. Portanto, agir, mesmo com receio, é parte do processo.
Por que o medo parece tão real?
Em muitos casos, o medo cresce dentro da nossa cabeça. Isso porque ele é alimentado por pensamentos repetitivos. Por exemplo:
- Quanto mais você pensa no risco, mais sente;
- Quanto mais sente, mais acredita que é perigoso;
- Quanto mais acredita, mais evita, consequentemente, o medo se fortalece.
Em outras palavras, o medo pode até começar pequeno, mas ganha força quando é nutrido diariamente.
Assim, ele deixa de ser apenas um alerta e passa a ser um freio.
Um exemplo clássico: medo da opinião alheia (e a autocobrança)
Vamos a um cenário comum: ao produzir algo importante (um projeto, uma apresentação, um trabalho acadêmico, um conteúdo), surgem medos como:
- O que as pessoas vão falar de mim?
- E se eu fracassar?
- Não posso errar.
De fato, esses três medos, juntos, criam uma pressão enorme.
Como resultado, muitas pessoas acabam paralisando.
Ainda assim, é possível destravar quando você entende o mecanismo e cria um plano de ação.
O lado ruim e o lado bom do medo
O lado ruim do medo
Quando o medo assume o comando, ele vira desculpa disfarçada de prudência: você espera, procrastina, evita decisões e fica refém do “depois eu faço”. Ou seja, você entra em modo de espera.
E então, a vida passa, enquanto você aguarda segurança total que raramente chega.
O lado bom do medo
O medo também pode ser um aliado.
Isso porque ele funciona como um alerta interno dizendo: “cuidado, analise, prepare-se”.
Dessa forma, ele te ajuda a pensar antes de agir. Contudo, isso só é útil se ele não te impedir de agir.
5 dicas práticas para lidar com o medo (sem se anular)
1) Negocie com o medo
Quando perceber o medo, pare um instante e nomeie-o: “estou com medo de quê, exatamente?”.
Em seguida, descreva com clareza qual é o risco que sua mente está criando.
A partir daí, trate o medo como um sinal não como uma sentença. Inclusive, uma abordagem simples é “conversar” com ele internamente:
- “Ok, medo, eu te vi.”
- “Você pode vir junto, mas não vai dirigir.”
É verdade: não é tão fácil no começo. Mesmo assim, funciona quando vira hábito. Para isso, duas coisas ajudam muito:
- Primeiro, clareza para reconhecer o que você está sentindo;
- Segundo, persistência para aplicar a dica mesmo quando bater a vontade de desistir.
2) Enfrente o medo com consistência (não com agressividade)
Enfrentar o medo não é “ir no soco”.
Na prática, é ir devagar e sempre, com repetição. Assim, você prova para si mesmo, dia após dia, que consegue.
Por exemplo, em vez de se expor de uma vez, você pode:
- Começar com um passo menor;
- Repetir esse passo por alguns dias;
- Aumentar um nível.
Consequentemente, seu cérebro aprende a ser seguro por experiência, não por teoria.
3) Faça sempre (mesmo com medo)
Evolução vem com prática.
Logo, quem faz uma vez aprende; quem faz sempre transforma. Além disso, o medo costuma diminuir quando você cria familiaridade com a situação.
Seja no trabalho, em um projeto pessoal, em vídeos, apresentações, vendas ou conversas difíceis: a tranquilidade aparece com a repetição.
Portanto, não espere o medo sumir para começar; comece para ele diminuir.
4) Acredite: as conquistas vêm com o processo
Resultados chegam quando você repete os passos anteriores. Talvez demorem um pouco, porém aparecem, principalmente quando você se acolhe durante o caminho, sem se atacar por sentir medo.
Ou seja, a sequência importa:
- Você reconhece,
- Você negocia,
- Você enfrenta,
- Você repete,
- Você SE acolhe.
Assim, a confiança deixa de ser promessa e vira consequência.
5) Comemore principalmente os pequenos avanços
Pequenas vitórias são o combustível das grandes. Por isso, comemorar não é se acomodar; é reforçar para o seu cérebro: “eu estou avançando”.
Além do mais, quando você celebra o que melhorou:
- Você aumenta a motivação,
- Você reduz a autocrítica,
- Consequentemente, sustenta a consistência.
Altos e baixos fazem parte (e está tudo bem)
Você não precisa estar bem todos os dias para continuar.
Afinal, como ser humano você vai oscilar. Ainda assim, o ponto é não desistir de você.
Em resumo, o medo não precisa mandar na sua vida.
Conclusão: o medo pode existir, mas você pode agir mesmo assim
Você pode sentir medo e, mesmo assim, agir.
Portanto, medo não é sinal de fraqueza; muitas vezes é sinal de crescimento.
Assim, se permita melhorar continuamente, porque um passo por dia muda a direção da sua vida.
Quer aprender a dominar seus medos? Entre em contato 11 991378894
Espero ter ajudado.
É isso aí! Um grande abraço!
Força, fé, coragem, perseverança, amor, disciplina, atitude e muito otimismo.