No artigo: “Perdas de materiais na Construção Civil – Parte 1”, falei sobre o processo de armazenagem mal definido, a falta de controle e as oportunidades que esses problemas trazem para que as empresas olhem para eles e que possam melhorar a gestão nas obras.

As empresas de um modo geral assim como as empresas da Construção Civil sofrem com o desperdício e as perdas de materiais, e estes irão virar entulho. É sabido que as indústrias da Construção Civil, são grandes consumidoras de recursos naturais, e ao mesmo tempo uma grande geradora de resíduos, o que é motivo para várias discussões sobre sustentabilidade

As perdas podem ocorrer:

Imagem-11No desenvolvimento de um projeto e na fase de execução: ao ser projetado acaba existindo uma diferença entre a quantidade que foi prevista e a quantidade que será necessária para a execução desse projeto. Isso gera um custo e este por sua vez acaba sendo embutido no projeto. As indústrias de outros segmentos também sofreram com isso por muito tempo, isto é, compravam material e estes acabavam sobrando.

 

 

Imagem-21Na fase de utilização: onde acaba existindo uma diferença entre a quantidade que foi prevista e a quantidade que foi consumida em um certo período de tempo. Esses materiais poderão virar entulho. As dificuldades estão definir os critérios para calcular o valor da perda  e também em medir esses valores. Outra dificuldade é medir essas perdas.

 

 

Uma ferramenta muito usada em produção é o MRPI, cuja sigla significa Material Requirement Planning, ou seja, planejamento das necessidades de materiais. Por exemplo: o profissional que estiver dimensionando os materiais em uma obra, irá solicitar somente o que for necessário para ser usado. Esse sistema de gerenciamento de materiais gera uma resposta mais rápida e com mais precisão da necessidade do material a ser consumido, evitando a compra de materiais a mais (desnecessários) e com isso menos sobra, que se não usado gerará custo para obra.Durante a fase de execução, podem ainda ocorrer falhas no recebimento, pode chegar menos material do que foi solicitado; tijolos, pisos se forem armazenados de forma incorreta podem quebrar; o concreto, movimentados por giricas em mal estado, podem cair pelo caminho; entre outras situações geram desperdícios.

 

Celso Luchezzi